Para entender: as frentes de investigação dos contratos do Metrô

Investigações feitas no Brasil pelo Ministério Público paulista e pela Polícia Federal indicam que ainda em 2008 a Alstom francesa tinha contratos irregulares para venda de equipamentos ao Metrô, no valor de R$ 45 milhões. Em dados passados pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), veio à tona nova denúncia: a de uma suposta formação de cartel nas licitações do mesmo Metrô, no valor de R$ 1,9 bilhão.

O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2013 | 02h06

O esquema era amplo. As denúncias mencionam, além da Alstom e da Siemens, tam- bém a Bombardier, a Mitsui e a CAF, que teriam participado de "consórcios" nos quais o vencedor repartia os contratos com os "derrotados". As operações incluíam o repasse de propinas, via empresas offshore, para contas bancárias na Suíça, em Nova York e Luxemburgo. A PF calcula que as propinas da Alstom no País chegaram a US$ 20 milhões.

Os dados da Siemens levaram à investigação de pelo menos cinco projetos: a Linha 5-Lilás do Metrô, a expansão da Linha 2-Verde, a manutenção de trens da CPT e a modernização da Linha 12-Safira, além da manutenção do sistema de metrô do Distrito Federal. A devassa no caso Alstom, iniciada em 2008, investigou também contratos no setor de energia - pelo menos 30 - existentes desde 1990.

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