Para Dilma, até agora não há razão para desconfiar de Manoel Dias

Em entrevista a jornais gaúchos, presidente afirmou responsabilidades de ministro do Trabalho em denúncias são 'circunscritas'

O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2013 | 02h02

BRASÍLIA -A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 16, em entrevista a jornais gaúchos que, até agora, não há razão para desconfiar do ministro Manoel Dias, que está há pouco tempo no governo. "As responsabilidades dele são muito circunscritas. Havendo algum caso concreto e fundado, qualquer pessoa está sujeita às exigências éticas e legais do País."

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, defendeu Dias e o trabalho das entidades filantrópicas. Mas pediu "rigoroso processo de fiscalização" para evitar desvios, "um crime que tem que ser severamente punido".

Carvalho evitou comentar casos concretos, como o da mulher de Dias, Dalva Maria de Luca, que estaria ligada a convênios irregulares quando era secretária estadual em Santa Catarina. "Isso é um dado novo", limitou-se a dizer, para, em seguida, defender Dias. "Eu, sinceramente, não posso acreditar que haja qualquer problema com o ministro. Boa parte dos convênios que estão no Ministério do Trabalho não é da época dele."

No seu discurso, após defender ONGs, Santas Casas e a Igreja Católica, que recomendou repasses de verbas para o Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat), Carvalho disse ter ficado "frustrado" com o que aconteceu. "Tem uma denúncia de uma entidade que apoiei. De fato apoiei, por muito tempo, porque acreditava na sua sinceridade", disse. Um relatório da Polícia Federal revelou que Carvalho era tratado como interlocutor na pasta do Trabalho pela quadrilha suspeita de ter desviado R$ 18 milhões de convênio com o Ceat.

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