Para corregedor do TRT-RJ, ideal é monitorar todos os servidores

Antônio Levenhagen fez declaração ao comentar caso do funcionário do tribunal que movimentou R$ 283 milhões em 2002

LUCIANA NUNES LEAL / RIO , O Estado de S.Paulo

31 de março de 2012 | 03h07

Ao comentar o caso do servidor do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) que movimentou R$ 283 milhões em 2002, segundo levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, Antônio José de Barros Levenhagen, disse que a situação ideal, porém "inexequível", seria o monitoramento de todos os servidores públicos, de todos os Poderes.

"Quisera eu pudéssemos ter, não só no Judiciário do Trabalho, algo que pudesse prevenir ocorrências assim. Teríamos também no Legislativo e sobretudo no Executivo, em que o noticiário é frequente sobre situações constrangedoras em termos de manuseio do dinheiro público. Precisaríamos de uma força-tarefa nacional para fazer o monitoramento de todos os servidores federais, estaduais e municipais."

Evasão de divisas. O analista judiciário Rogério Figueiredo Vieira, que ingressou no TRT-RJ em 1993, é investigado pela Polícia Federal por suspeita de evasão de divisas. No período das movimentações suspeitas, estava cedido à Câmara dos Deputados. O corregedor-geral disse ser impossível controlar se os servidores têm atividades privadas incompatíveis com a função e disse que o TRT agiu certo ao abrir investigação interna depois de divulgada a movimentação suspeita. O analista judiciário tem negado as acusações. As movimentações suspeitas de servidores do Judiciário vieram à tona quando a corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações do Coaf. "Houve informação inapropriada divulgada inadvertidamente pelo Coaf", criticou.

O ministro elogiou o trabalho de fiscalização do Judiciário e disse que todos os malfeitos devem ser punidos, sem, porém, condenação prévia. Levenhagen passou a última semana no TRT do Rio para avaliar o desempenho dos desembargadores e o andamento das atividades da segunda instância da justiça trabalhista no Estado. O caso do analista judiciário não foi analisado pelo corregedor. "Está em andamento na Polícia Federal. Não houve falha no controle do TRT", disse.

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