Para CNI, é a hora de fazer reformas

O gerente de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, disse ontem que a presidente Dilma Rousseff poderia aproveitar seu "capital político" para propor mudanças estruturantes no País, como tentar aprovar no Congresso uma reforma tributária. Pesquisa CNI/Ibope apontou Dilma com popularidade recorde de 77%, maior do que a dos antecessores Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso no mesmo período de mandato.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2012 | 03h07

"Sem dúvida nenhuma, por causa do suporte da sociedade, seria um fato positivo para ela tratar de temas complexos, como aperfeiçoar pontos do sistema tributário, melhorar a infraestrutura e reduzir os custos para a economia brasileira", afirmou Castelo Branco. "A pesquisa mostra um capital político e densidade para enfrentar questões de natureza mais complexa e que exigem apoios parlamentares mais amplos", destacou.

O gerente da CNI lembrou que, no momento, o governo tenta aprovar no Senado, apesar de "algumas resistências" de Estados, o projeto de Resolução 72, que acabaria com a guerra dos portos ao unificar a alíquota de ICMS interestadual para importados. A proposta é tida como fundamental para o sucesso do pacote de estímulo à economia. "A presidente e o Executivo têm sido bastante enfáticos para pedir a aprovação do projeto", disse Castelo Branco. / R.B. e A.J.V.

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