Para Chico Alencar, PSOL errou ao aceitar doação da Gerdau

Candidata do partido à Prefeitura de Porto Alegre, Luciana Genro recebeu R$ 100 mil do grupo para a campanha

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

28 de agosto de 2008 | 13h23

O candidato a prefeito do Rio e deputado federal Chico Alencar (PSOL) acha que "foi um erro" e "é uma contradição" o seu partido aceitar uma contribuição do Grupo Gerdau para a campanha da candidata à prefeitura de Porto Alegre, a deputada federal Luciana Genro, filha do ministro da Justiça, Tarso Genro (PT). De acordo com ele, a gaúcha Gerdau ofereceu R$ 100 mil para todos os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. Ele ressalvou que "não há vedação estatutária" do partido a aceitar a contribuição e elogiou Luciana como "deputada seríssima, incorruptível". Mas disse que "é melhor trilhar um caminho franciscano". O vídeo do debate pode ser visto  na TV Estadão (clique aqui).   Veja também: Especial: Perfil de Chico Alencar  Chico Alencar defende projeto contra 'fichas-sujas' em eleições 'Há fortes indícios de mensalão no Rio', diz Chico Alencar Se eleito, Chico Alencar fará auditoria nos gastos da Cidade da Música As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Segundo Alencar, o PSOL defende o financiamento público de campanha. Ele explicou também que diferencia doações pelo porte da empresa, sendo contrário a receber recursos das grandes empresas. "A gente acredita na democratização da economia", disse. "Grandes empresas têm muito mais força de lobby", afirmou. Ele disse, porém, que aceitaria doações de pequenos comerciantes. Disse que estabeleceu um teto de gastos para sua campanha de R$ 400 mil, mas prevê gastar só R$ 250 mil.     O candidato do PSOL afirmou ainda que é fundamental, a menos de 40 dias das eleições, que os eleitores votem de maneira consciente. "É preciso examinar os projetos, ir além do que a TV diz", disse ele, destacando: "Não sou um candidato de dogmas, tenho propostas concretas."   No encerramento da sabatina, o candidato voltou a falar que está ocorrendo uma captura das instituições do Estado pelo banditismo. E destacou: "As milícias têm candidatos, mais que o tráfico, não entendi o papel das Forças Armadas (no Rio). Em tal área o cara não deixa colocar propaganda, há candidatos fortes abençoados por esses esquemas malditos. A responsabilidade é também do povo. Não peço voto, peço cidadania, solidariedade e avanço para o Rio."   Outras sabatinas   O evento faz parte da série promovida pelo Grupo Estado com candidatos a prefeito no Rio e em São Paulo, com transmissão ao vivo pela TV Estadão. Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT), Solange Amaral (DEM) e Eduardo Paes (PMDB) já participaram da sabatina. Na sexta-feira, será a vez de Jandira Feghali (PC do B).   Em São Paulo, de 1º a 5 de setembro, serão sabatinados, no auditório do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). O evento acaba dia 8, com Ivan Valente (PSOL). O horário é o mesmo do Rio, das 11 às 13 horas. Informações e inscrições no http://www.estadao.com.br/sabatinas/home.htm  

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