Para Carvalho, investigar Rose é 'natural'

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para investigar a conduta da ex-chefe de gabinete da presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, é "natural".

DÉBORA ÁLVARES, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2013 | 02h10

"Toda vez que ocorre um problema na gestão pública, eu sempre tenho dito que a única hipótese de (o caso) não ser investigado no nosso governo é não ter erro", disse o ministro.

Rosemary Noronha perdeu o posto após denúncias da Operação Porto Seguro, deflagrada em 23 de novembro do ano passado pela Polícia Federal. Essa operação foi realizada com o fim de desarticular organização criminosa que se infiltrou em diversos órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos com o fim de beneficiar interesses privados.

Carvalho, que pouco antes havia criticado governos anteriores por "esconder problemas embaixo do tapete", voltou a defender a gestão petista dos últimos dez anos na Presidência. "Não que haja mais corrupção no Brasil. É que tudo aquilo que ficava embaixo do tapete agora não fica mais", prosseguiu.

As irregularidades, segundo o ministro, "vêm à tona porque as instituições não só estão funcionando, como elas têm o apoio para que funcionem". E emendou: elas "têm o apoio para que funcionem, seja contra quem for, doa a quem doer."

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