Para Calmon, é 'desumano' manter juiz

Em reunião com a corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, o juiz federal Paulo Moreira Lima, que deixou a frente do processo contra o contraventor Carlinhos Cachoeira, confirmou as ameaças veladas que vinha sofrendo e afirmou não ter mais condições de permanecer no caso. Eliana pedirá à Polícia Federal proteção a Lima e que acompanhe o juiz designado - Alderico Rocha Santos.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h03

Mesmo com carro blindado, sob vigilância da PF e armado, Lima disse a Eliana Calmon que as ameaças o impediam de prosseguir a missão. A situação chegou ao limite quando policiais foram à casa de seus pais para "conversar sobre o processo". Como o grupo de Cachoeira tinha o auxílio de cerca de 40 agentes, entre policiais civis, federais e militares, a situação foi vista como "nítida ameaça velada". "O juiz deu as razões dele, que se sentia realmente extenuado e gostaria de sair", disse Eliana. Mantê-lo seria um "ato de desumanidade".

Moreira Lima afirmou, no encontro com Eliana - do qual participaram o ex-corregedor do TRF-1, Cândido Ribeiro, o presidente da Associação de Juízes Federais, Nino Toldo, e o juiz federal Leão Alves - que o grupo de Cachoeira sabia da operação e se movimentava para minar as investigações. Um dos aliados de Cachoeira, Olímpio Queiroga, foi flagrado em conversa telefônica tratando da operação antes de deflagrada. / F.R.

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