Para Cabral, mal-estar com PMDB paulista é especulação

Governador foi criticado após elogiar, no Rio, o petista Fernando Haddad, adversário de seu partido nas eleições em SP

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2012 | 03h06

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), parece não estar preocupado com o mal-estar provocado entre membros do PMDB de São Paulo por conta de seus elogios enfáticos ao ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo, em solenidade na última quarta-feira, em Angra dos Reis, litoral sul do Estado.

Questionado sobre as reações adversas do vice-presidente Michel Temer, principal líder do PMDB nacional, e de outros aliados do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), indicado pelo partido para disputar contra Haddad a administração municipal paulista, Cabral disse que não vê motivos para comentar especulações.

Por nota de sua assessoria de imprensa, o governador do Rio destacou ainda que mantém ótimas relações "com o vice-presidente da República e companheiro de partido, Michel Temer".

Durante inauguração de uma creche no pequeno distrito de Bracuí, em Angra dos Reis, Cabral chegou a classificar Haddad como "o melhor ministro da Educação do período democrático" e o comparou a educadores como Anísio Teixeira e Gustavo Capanema.

Elogios. O ministro Fernando Haddad, que deve deixar o cargo nos próximos dias para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral em São Paulo, também recebeu muitos elogios da presidente Dilma Rousseff durante a solenidade no Rio.

Vice-governador e provável candidato do PMDB à sucessão de Cabral no governo do Rio, Luiz Fernando Pezão disse não ver motivo para mal-estar entre os companheiros de partido em São Paulo. Segundo ele, as relações da administração estadual fluminense com Haddad foram sempre "muito boas".

"O Haddad sempre foi muito atencioso com a gente. Temos um profundo carinho por ele", disse Pezão. "Ainda não estamos em época de eleição. A gente não pode negar o mérito do cara. A gestão dele foi boa e a gente tem um ótimo relacionamento com ele. Eleição é em outubro, a campanha só começa em agosto. Não tem nada a ver", afirmou o vice-governador fluminense.

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