Para assessor, MP tem de propor ação contra torturadores

Anunciado ontem como assessorar a Comissão da Verdade, Wagner Gonçalves defende que o Ministério Público proponha ações contra responsáveis por crimes ocorridos durante a ditadura. Num evento sobre o regime militar, em 2008, Gonçalves disse que os procuradores da República não deveriam ter medo de propor ações contra torturadores.

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2012 | 03h03

"Há fundamentos jurídicos sólidos para que sejam abertas investigações contra os que cometeram crimes durante o regime militar. Não queremos perseguir ninguém, mas também não podemos compactuar com a impunidade", disse na ocasião.

Para ele, tortura não é delito político, mas crime de lesa-humanidade. Na época, Gonçalves era responsável pela 2ª. Câmara de Coordenação e Revisão do MP Federal, encarregada de analisar matérias criminais. Hoje ele está aposentado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.