Para Alckmin, eleição mostra 'derrocada do PT' e encerra ciclo

Governador de São Paulo diz que PSDB se destacou' em pleito do domingo, mas evita falar de projeto presidencial para 2018 durante agenda em shopping na zona leste

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 13h00

Dois dias após João Doria (PSDB) vencer a disputa à Prefeitura de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), padrinho do candidato eleito, disse que o resultado das eleições municipais encerra um ciclo e revela a "derrocada do PT". Para Alckmin, as urnas mostraram "revitalização" de algumas siglas, com destaque para o PSDB.

"O que chama atenção dessa eleição é que ela encerra um ciclo que começou com a questão do desequilíbrio fiscal, das denúncias e do impeachment, e mostra bem a derrocada do PT", afirmou o governador nesta terça-feira, 4, durante agenda na região de Aricanduva, na zona leste da capital. "De outro lado, mostra o fortalecimento e a revitalização de alguns partidos. Não só do PSDB, de vários. Mas o PSDB se destacou nesta eleição."

Ao ser questionado sobre as eleições presidenciais de 2018, Alckmin desconversou. O governador também não comentou as declarações do senador Aécio Neves (PSDB), presidente nacional do partido, que defendeu a realização de prévias. "O tema eleição presidencial está fora da agenda. Estamos em 2016. A eleição é só em 2018. Tudo tem seu tempo", afirmou Alckmin. Segundo o governador, o foco agora deve ser a retomada do emprego e a geração de renda.

Pressa. Sobre a eleição de Doria, Alckmin agradeceu à população. Segundo o governador, o resultado das urnas revela que o paulistano "tem pressa" por oportunidades. "Quero agradecer à população porque foi muito resoluta, (agiu) com muita firmeza. Acho que foi um recado forte: São Paulo tem pressa. Pressa em retomar o protagonismo, emprego, renda e oportunidade para a população", disse. 

Na segunda-feira, 3, dia seguinte à eleição do tucano, o governador se reuniu com Doria, mas negou que tenha indicado nomes para a equipe da gestão municipal. "Não. Ontem tivemos a primeira reunião, mas só temas gerais. Cargo de confiança é do prefeito", afirmou. Para Alckmin, o prefeito eleito "vai saber escolher muito bem" o time de secretários e funcionários para a Prefeitura.  

Liberdade. O governador disse que não defende a expulsão de lideranças do PSDB responsáveis por articular um grupo anti-Doria no partido, ao lançar um manifesto contrário ao tucano eleito. Os militantes são aliados do ex-tucano Andrea Matarazzo (PSD), que deixou o PSDB em março deste ano e afirmou que o processo de prévias foi “completamente contaminado pelo arranjo” de Doria. Matarazzo se filiou ao PSD e foi candidato a vice-prefeito de Marta Suplicy (PMDB).

Segundo Alckmin, os membros da legenda têm "liberdade" para manifestar opiniões contrárias. O governador pediu, porém, união no partido. "Em política, não se obriga, se conquista. Cada um tem liberdade de tomar suas atitudes. Queremos estar todos juntos para servir à população de São Paulo. A responsabilidade é muito grande e precisamos de todos nessa tarefa", afirmou.

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