Para Alckmin, Dilma faz 'correria enorme e confusa'

Governador paulista volta a bater em proposta da presidente de realizar plebiscito sobre mudança no atual sistema eleitoral

GUILHERME WALTENBERG , O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2013 | 02h11

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que a presidente Dilma Rousseff tenta fazer um plebiscito sobre reforma política numa "correria enorme e confusa".

Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes para o anúncio de aumento de gastos com a Polícia Civil, o tucano afirmou que a reforma é necessária, mas disse ser preciso "entender melhor esse Brasil que nasceu das ruas". "Na forma em que está sendo colocado, parece que com quatro ou cinco perguntas tudo vai ser solucionado", afirmou.

Para Alckmin, os movimentos que tomaram as ruas das principais cidades brasileiras nas últimas semanas têm outras reivindicações além da reforma política. "Não é só uma questão eleitoral. Acho que são questões da vida das pessoas. Há uma questão política que precisa ser enfrentada. Mas a questão é a saúde, a mobilidade urbana, a segurança pública, que precisam ser enfrentadas, assim como a eficiência do gasto público e a questão econômica, com a inflação de um lado e o baixo crescimento do outro", disse o governador.

Demagogia. Indagado sobre a declaração de Dilma segundo a qual ela não faria "demagogia" sobre cortes de gastos do governo federal, Alckmin respondeu que a petista "certamente não estava se referindo a São Paulo".

Na semana passada, o tucano anunciou cortes estimados em R$ 350 milhões para lidar com a redução das passagens de trens e metrô. "Quando, de um lado, deixa-se de ter uma receita, tem que dizer de onde vai sair o recurso. Quando ninguém diz de onde vai sair, pode escrever: vai diminuir investimento", afirmou o governador paulista.

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