Para Aécio, pesquisas mostrarão quadro mais real só em setembro

Para o tucano, sem o impacto emocional da morte de Eduardo Campos a candidatura de Marina pode perder força

REUTERS

25 de agosto de 2014 | 14h02

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira que as pesquisas de opinião de setembro vão mostrar um quadro eleitoral mais realista e sem o impacto da morte de Eduardo Campos.

Para o tucano, sem o impacto emocional da morte de Eduardo Campos a candidatura de Marina pode perder força.

"Daqui a 15 a 20 dias vamos ter um quadro um pouco mais real", disse ele em entrevista a rádio de um comércio popular do Saara no centro do Rio. "Todas (as pesquisas) ainda têm o impacto do acidente que vitimou o Eduardo."

"Ainda tenho conhecimento baixo e o conhecimento sobre nossas propostas também precisa ser aumentado... acredito que a partir de 10 de setembro começaremos a ter um quadro mais próximo daquele que será o quadro eleitoral" , acrescentou um pouco depois a jornalistas, referindo-se à falta de conhecimento de eleitores de sua candidatura.

O tucano garantiu que mesmo passada a emoção da morte de Campos não vai atacar a campanha de Marina Silva deliberadamente. "Jamais fiz campanha com ataques pessoais e vou continuar propositivo", prometeu.

Aécio foi irônico sobre a declaração do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos colaboradores da campanha de Marina Silva, de que, se eleita, a candidata do PSB buscaria o apoio dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

"Respeito mas não sei se é um bom começo para quem quer apresentar propostas", disse o tucano. "Fico honrado ao ver referências positivas aos nossos quadros mas o que vai prevalecer é o software original... a declaração do Giannetti comprova que no PSDB estão os quadros mais qualificados."

No Saara, Aécio Neves fez caminhada e corpo a corpo ao lado de políticos e candidatos locais, como o senador Francisco Dornelles (PP) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM).

O tucano aproveitou a visita ao comércio popular para prometer uma simplificação tributária para micro e pequenas empresas.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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