Para Aécio, denúncia contra a Petrobrás é 'mais grave do que é noticiado'

Ao comentar acordo de delação premiada de doleiro, candidato do PSDB à Presidência ataca Dilma e diz torcer para que depoimentos ocorram 'de uma vez só'

Lucas Azevedo, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 10h24

Atualizado às 10h25

Porto Alegre - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta quinta-feira, 25, torcer para que delações premiadas negociadas com investigados pela Operação Lava Jato sejam "feitas de uma vez só". "Meu pressentimento é que essa coisa seja muito mais grave do que é noticiado", disse o candidato ao comentar o acordo firmado entre o Ministério Público e o doleiro Alberto Youssef, preso desde março sob acusação de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobrás.

O doleiro é mais um a decidir por colaborar com a Justiça. O ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, também preso, aceitou fazer a delação.

Aécio Neves disse não acreditar que a presidente Dilma Rousseff não tivesse conhecimento do que ele chama de "aparelhamento" da Petrobrás. "Isso não foi uma célula dentro da empresa. Essa coisa funcionou de forma orgânica na Petrobrás durante todo o governo do PT", afirmou em coletiva à imprensa.

"Dizer que ela [Dilma] não sabia o que estava acontecendo em uma empresa em que ela administrava com mão de ferro, primeiro como ministra de Minas e Energia, depois como presidente, e ela não mudar o quadro de diretores? Isso é inaceitável."

Pesquisas. Na coletiva de imprensa concedida em um hotel da capital gaúcha, o candidato também afirmou estar confiante com o resultado das últimas pesquisas de intenção de voto. "Há uma curva ascendente em nossa candidatura em todo o País a partir do momento em que os eleitores fazem uma reflexão mais profunda sobre todas as candidaturas", afirmou. "A única candidatura que cresce de dez dias para cá é a nossa, na média de três a quatro pontos", ressaltou. "Nossa candidatura é uma vitória do Brasil e acredito nisso."

O candidato tem agenda concentrada na região Sul nesta quinta. Ele ainda vai para Santa Maria, no centro do Estado, e para Caxias do Sul, na serra. Nas duas cidades, o candidato participa de caminhadas. Ainda nesta quinta-feira, ele segue para Blumenau, em Santa Catarina.

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