Para adversários, segurança é ponto fraco de Dilma

CENÁRIO: João Domingos

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2013 | 02h07

Contra o tripé social "casa, educação e saúde", de reconhecido apelo eleitoral, que será o esteio da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, a oposição vai tentar inocular na petista a marca de uma gestão ineficiente e incapaz de atacar a questão da segurança pública.

O tucano Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, pretendem dizer que podem fazer mais, além de cobrar ações contra a violência, como se este tema não fosse sensível também aos Estados. "A presidente Dilma terá de fazer uma campanha na defensiva", tem dito seguidas vezes Aécio. Tanto ele quanto Campos vão usar números de suas administrações para dizer que, com eles, a criminalidade caiu, ao mesmo tempo em que houve avanços na educação e na saúde.

Campos pretende mostrar, por exemplo, que, quando assumiu o governo, em 2007, Recife era a capital mais violenta do Brasil. Hoje a taxa de criminalidade caiu 24%. Ele acredita que, no ano que vem, poderá apresentar a capital de Pernambuco como a mais segura do Nordeste.

Se de um lado Dilma vai insistir no Pronatec, Campos e Aécio prometem mostrar o quanto a educação avançou quando foram governadores. O pernambucano dirá que, em seu governo, o Estado construiu a maior rede de escolas em tempo integral do Brasil. Aécio Neves afirmará que as escolas de Minas estão entre as melhores do País.

O tucano pretende dizer que, como presidente do PSDB, nunca defendeu qualquer um dos integrantes do partido envolvidos em corrupção. "Se alguém se envolveu em ilícitos, terá de pagar. Se tiver de ser preso, será", anunciou Aécio, em resposta às críticas do PT ao envolvimento de tucanos no chamado mensalão mineiro e no cartel de trens e metrôs de São Paulo.

REPÓRTER DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

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