Alex Silva|Estadão
Alex Silva|Estadão

Para adversários, Russomanno avançará

Consenso entre os principais concorrentes à Prefeitura de São Paulo é de que candidato do PRB estará no segundo turno da eleição municipal

Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2016 | 05h00

A menos de um mês da eleição, o consenso hoje entre as principais candidaturas à Prefeitura de São Paulo é que, se não desidratar vertiginosamente como na reta final da campanha de 2012, o candidato do PRB, Celso Russomanno, tem lugar garantido no 2.º turno. 

Em caráter reservado, marqueteiros, líderes partidários e candidatos reconhecem, com base em estudos qualitativos e levantamentos feitos por telefone, que não há tempo hábil para desconstruir o primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, a menos que haja algo extraordinário. Na mais recente pesquisa Ibope, divulgada no dia 23 de agosto, Russomanno aparece com 33% das intenções de voto. 

Partindo dessa premissa, a campanha da senadora e ex-prefeita Marta Suplicy (PMDB), que aparece em segundo lugar com 17% das intenções de votos, poupará Russomanno na TV, palanque e entrevistas. 

A estratégia desenhada pela campanha da candidata do PMDB mira em João Doria (PSDB), que na mesma pesquisa está com 9%, empatado com o prefeito Fernando Haddad (PT) e Luiza Erundina (PSOL). O tucano, porém, tem o menor índice de rejeição entre eles. 

A avaliação interna na campanha peemedebista é que Doria, hoje, é o mais forte adversário da ex-prefeita na disputa por uma segunda vaga no segundo turno. Dono do maior tempo de TV e candidato mais rico, o empresário seria o único a ter registrado, nas pesquisas internas, um crescimento significativo nas últimas semanas. 

Por ora, não é intenção da campanha de Marta abrir um confronto direto com Doria. A candidata do PMDB, no horário eleitoral na TV a ser exibido nesta semana, vai insistir nas propostas para a saúde e críticas à gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), que tenta a reeleição, mas sem citar o partido dele. O arsenal contra o candidato tucano, porém, já está pronto. 

A principal estratégia para a “desconstrução” do candidato tucano será questionar o selo de empresário bem sucedido. A campanha pretende passar a ideia que empresário cresceu em um ramo considerado subterrâneo no imaginário popular, o network.

A campanha de Marta também já trabalha com a ideia de correr atrás do voto útil. Se Doria alcançar o índice de empate técnico na reta final da campanha, a candidata do PMDB apelará para a busca do chamado “voto útil” dos eleitores que tem inclinação em votar em Haddad ou Erundina. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.