Para 2012, meta é proibir nomeação de fichas-sujas

A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) aprovou, nas discussões de ontem, 14 ações contra o crime organizado e a malversação de recursos públicos a serem implantadas em 2012. Uma das medidas aprovadas é criar leis para coibir "contratação indevida, para ocupação de cargos públicos, de pessoas condenadas em sede civil, criminal e administrativa".

BENTO GONÇALVES, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h03

Reunindo 70 entidades do poder público voltadas à prevenção e repressão do crime, a Enccla pode recomendar as medidas para os três Poderes.

Durante três dias, os técnicos, delegados federais, procuradores da República, promotores de Justiça, magistrados e auditores do Banco Central, do TCU e da Controladoria Geral da União discutiram adoção de novos métodos de combate às fraudes.

"Temos que retirar as riquezas obtidas pela corrupção e organizações criminosas", prega Fernando Grella Vieira, procurador-geral de Justiça de São Paulo. Para ele, "o País tem que dar uma resposta a esse tipo de conduta que afeta o interesse público". A Enccla aprovou também aprimoramento do combate ao suborno transnacional.

O delegado da Polícia Federal Ricardo Andrade Saadi, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), braço do Ministério da Justiça, destacou outra meta: contratações públicas prioritariamente voltadas para prevenir a corrupção.

A Enccla sugere que seja aferida a "situação da exposição de risco do País" à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, em decorrência da Copa do Mundo e da Olimpíada.

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, enfatizou o compromisso da instituição contra a lavagem de dinheiro e ressaltou que a instituição criou unidades específicas para prevenção e uma procuradoria especializada em assuntos criminais. / F. M. e A. W.

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