Palácio do Planalto quer mensalão longe da corrida eleitoral

A reabertura do julgamento dos condenados do mensalão não agrada ao governo Dilma Rousseff. Embora a presidente tenha dado ordem para que o Planalto mantenha distância regulamentar do veredicto do Supremo Tribunal Federal, ministros dizem, nos bastidores, que não interessa ao governo esticar esse desgaste, às vésperas de um ano eleitoral.

BASTIDORES: Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 02h17

Dilma vai enfrentar uma disputa difícil por um segundo mandato, no ano que vem. Tudo o que não quer agora é reviver escândalos ligados ao PT, como o do mensalão. Não é só: em conversas reservadas, candidatos do partido a governos estaduais também avaliam que seria bom sepultar o assunto incômodo o mais rápido possível.

Mesmo com o diagnóstico de que o julgamento do Supremo foi "político e injusto", ministros e candidatos dizem, a portas fechadas, que "a vida continua" e que é preciso, agora, salvar o projeto petista. A prioridade é reeleger Dilma, e não ressuscitar uma crise para reduzir a pena do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

O mensalão foi um dos temas preferidos dos adversários do PT nas campanhas para as prefeituras, no ano passado. Se houver novo julgamento, a cúpula do PT pode até comemorar em público. A ordem, porém, continua sendo a de não envolver o governo Dilma nisso.

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