Paes não quer que Rio perca royalties do petróleo

Candidato do PMDB a prefeito do Rio se mostrou favorável ao investimento dos recursos em educação

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

25 de agosto de 2008 | 12h18

O candidato a prefeito do Rio Eduardo Paes, do PMDB, defendeu nesta segunda-feira, 25, a mudança na aplicação de recursos dos royalties de petróleo "desde que não mexam em recursos para o Rio de Janeiro". Ele se mostrou favorável ao investimento dos recursos em políticas públicas sustentáveis, principalmente em educação, como já defendeu recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele é o terceiro convidado da série de sabatinas do Grupo Estado.  Segundo Paes, "se o pré-sal for isso tudo", haveria condições de fazer uma revolução pela educação. Ele prometeu que, se eleito, será um prefeito atuante contra a redistribuição geográfica dos royalties de petróleo. "O Rio de Janeiro não pode ter seus recursos perdidos", disse ele.    Veja Também:Assista à sabatina de Eduardo Paes Paes diz que saúde é prioridade e quer ser 'prefeito-síndico'Paes diz que 'adoraria' ter o apoio de Lula em eventual 2º turnoPaes não quer que Rio perca royalties do petróleoPaes nega defesa de milícias no Rio e critica omissão de MaiaCandidato do PMDB no Rio enfatiza questão da segurançaEduardo Paes defende subsídios para área da culturaEspecial: Veja perfil de Eduardo Paes As regras para as eleições municipais Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro     Paes esclareceu também que "nunca" defendeu as milícias, mas entende que as milícias mostram que é possível aos policiais retomar as áreas da cidade que foram tomadas pelos traficantes. Ele contou que deu uma entrevista à TV Globo sobre o assunto em 2006, quando concorria ao cargo de governador do Rio pelo PSDB. O episódio deu origem a mensagens na Internet como se estivesse defendendo as milícias. "Acho que agir dentro da lei não constrange ninguém. Existe a possibilidade de dentro da lei se fazer valer a presença do Estado e a soberania no espaço geográfico", argumentou.  Paes voltou a criticar o atual prefeito Cesar Maia, do DEM, sem citar seu nome, ao sugerir que ele se omite na questão da segurança. "Eu, prefeito do Rio, vou acabar com esse jogo de empurra, de dizer que não tenho nada com isso, que segurança é com o governador", afirmou. O candidato do PMDB à Prefeitura do Rio é o terceiro a ser sabatinado nesta segunda-feira, 25, na série promovida pelo Grupo Estado. Ao falar de suas prioridades nesta campanha, ele disse que seu principal foco é a área da saúde. Paes disse ainda que quer ser um 'prefeito-síndico', um 'prefeito-dona de casa'.   Outras sabatinas Na primeira das sabatinas do Grupo Estado com os candidatos à Prefeitura do Rio, na última quinta, 21, o concorrente do PRB, senador Marcelo Crivella, assumiu a defesa do Exército no episódio que resultou na morte de três jovens do Morro da Providência, em junho, e anunciou que, se eleito, fará novas parcerias com a Força. Na sabatina seguinte, na sexta, 22, o candidato do PT, deputado estadual Alessandro Molon, criticou duramente a política de segurança do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), acusando o governo de "maquiar execuções" cometidas pela polícia. Ex-aliado eleitoral do governador, um dos maiores entusiastas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que tem petistas em sua administração, Molon prometeu montar um "gabinete integrado para articular forças estaduais, municipais e federais" para enfrentar o crime. Uma das suas funções, prevista no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), seria a análise dos crimes para orientar a ação da Guarda Municipal. Os demais candidatos do Rio serão sabatinados nesta semana: Fernando Gabeira (PV), Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B). São Paulo Em São Paulo, do dia 1º ao dia 5, participam Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). Ivan Valente (PSOL) será sabatinado no dia 8. Os candidatos serão sabatinados no auditório do Grupo Estado. O público pode participar dos eventos e também pode enviar perguntas via e-mail. Como os candidatos já sabatinados pelo Grupo Estado, Marcelo Crivella (PRB), e Alessandro Molon (PT), o peemedebista defendeu a ampliação do programa federal saúde da família no Rio de Janeiro. Diferente dos dois, porém, defendeu as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), de iniciativa do governo Sérgio Cabral no Estado do Rio, funcionando 24 horas por dia e propôs fazer 40 UPAs nos quatro anos de governo.

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