Paes e Gabeira costuram alianças para 2º turno no Rio

Candidato do PV prefere diálogo com legendas, a começar por PSOL e o PT e não quer apoio explícito de Maia

AE, Agencia Estado

07 de outubro de 2008 | 08h25

Os candidatos que disputam o segundo turno no Rio adotaram estratégias diferentes para atrair novos aliados, mas usarão a mesma tática de intensificar a campanha nos bairros onde tiveram mau desempenho. O PV do deputado Fernando Gabeira não quer o apoio explícito do prefeito Cesar Maia nem do filho dele, Rodrigo Maia, presidente nacional de DEM, único partido com o qual teria chances de fechar oficialmente uma aliança. Gabeira prefere o diálogo com várias legendas, a começar por PSOL e o PT. Eduardo Paes, do PMDB, tenta atrair partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a ajuda do governador Sérgio Cabral, busca formalizar apoio do PRB, PC do B, PT e PDT. O cabo eleitoral mais esperado, porém, é o próprio presidente. Cabral aproveita a presença de Lula hoje no Rio para discutir a eleição. Com os mapas dos resultados de cada zona eleitoral, Paes e Gabeira definiram a geografia do segundo turno. O candidato do PMDB fez caminhada na Praça Saens Peña, na Tijuca, onde perdeu de Gabeira com grande desvantagem - 52,95% a 23,8%. O bairro fica na zona norte, que tem 8,5% dos eleitores e onde Gabeira venceu com 40,74% - Paes ficou com 26,5%. No caso dos verdes, o ponto fraco é a zona oeste, com 34,5% dos eleitores. Gabeira ficou em terceiro lugar lá, com apenas 17,8%, atrás de Paes (34,5%) e do candidato derrotado do PRB, Marcelo Crivella (23%). O deputado disse ontem que dormirá pelo menos uma noite por semana na zona oeste. Ele também não teve bom desempenho nas áreas de Central, Leopoldina e Zona Suburbana, com 41,5% do eleitorado, especialmente de baixa renda. Paes teve 34,1% dos votos e Gabeira, 20,7%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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