Paes diz que saúde é prioridade e quer ser 'prefeito-síndico'

Candidato do PMDB à Prefeitura do Rio de Janeiro foi o terceiro a participar de sabatina do 'Grupo Estado'

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

25 de agosto de 2008 | 11h13

O candidato do PMDB à Prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta segunda-feira, 25, que seu principal foco, se eleito, será a área da saúde: "Temos no Rio uma população massacrada (nessa área)". Paes citou também que o Rio sofreu durante anos com a falta de integração entre os vários níveis de governo. Paes disse ainda que quer ser um "prefeito-síndico", um "prefeito-dona de casa".  Ele explicou que o prefeito síndico é aquele que "limpa rua, tapa buraco, poda árvores, cuida das praças, ilumina as ruas, o que é importante para a segurança e para o combate da desordem".  Paes foi o terceiro a ser sabatinado na série promovida pelo Grupo Estado.   Veja Também: Assista à sabatina de Eduardo Paes  Paes diz que 'adoraria' ter o apoio de Lula em eventual 2º turno Paes não quer que Rio perca royalties do petróleo Paes nega defesa de milícias no Rio e critica omissão de Maia Candidato do PMDB no Rio enfatiza questão da segurança Eduardo Paes defende subsídios para área da cultura Especial: Veja perfil de Eduardo Paes  As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro      O candidato também enfatizou a necessidade de trabalhar junto com os governos federal e estadual em prol dos interesses da cidade. "Chega de tanto conflito", disse Paes, sem citar nominalmente o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM) - um dos principais nomes de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).   Como os candidatos já sabatinados pelo Grupo Estado, Marcelo Crivella (PRB), e Alessandro Molon (PT), o peemedebista defendeu a ampliação do programa federal saúde da família no Rio de Janeiro. Diferente dos dois, porém, defendeu as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), de iniciativa do governo Sérgio Cabral no Estado do Rio, funcionando 24 horas por dia e propôs fazer 40 UPAs nos quatro anos de governo.   Molon, na sexta-feira, defendeu que as UPAs fiquem abertas até as 22h, mas entende que a necessidade de 24h é de emergências e que as UPAs não têm como cuidar de emergências. Paes citou como exemplo caso de mães com filhos doentes de madrugada. "Doença não tem hora para aparecer. Não dá para levar para emergência", afirmou. Ele também quer que os postos de saúde funcionem como clínicas de família.   Nesta terça-feira, 26, o candidato do PV à Prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, será sabatinado pelo Grupo Estado. Os demais candidatos do Rio também participam nesta semana: Solange Amaral (DEM), Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B).   Em São Paulo, do dia 1º ao dia 5, participam Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). Ivan Valente (PSOL) será sabatinado no dia 8. Os candidatos serão sabatinados no auditório do Grupo Estado. Tanto no Rio quanto em São Paulo, o público pode participar dos eventos e também pode enviar perguntas via e-mail.   Outras sabatinas   Na primeira das sabatinas do Grupo Estado com os candidatos à Prefeitura do Rio, na última quinta, 21, o concorrente do PRB, senador Marcelo Crivella, assumiu a defesa do Exército no episódio que resultou na morte de três jovens do Morro da Providência, em junho, e anunciou que, se eleito, fará novas parcerias com a Força.   Na sabatina seguinte, na sexta, 22, o candidato do PT, deputado estadual Alessandro Molon, criticou duramente a política de segurança do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), acusando o governo de "maquiar execuções" cometidas pela polícia. Ex-aliado eleitoral do governador, um dos maiores entusiastas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que tem petistas em sua administração, Molon prometeu montar um "gabinete integrado para articular forças estaduais, municipais e federais" para enfrentar o crime.      

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