Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Paes diz que não vê autoritarismo em Bolsonaro e nega ligação com PT

Candidato do DEM ao governo e Wilson Witzel, do PSC, participam debate marcado, mais uma vez, por ataques

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2018 | 22h22

RIO - O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo DEM, Eduardo Paes, disse não ver "qualquer gesto de autoritarismo" no candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. O ex-prefeito da cidade do Rio participou de debate promovido pelo SBT, UOL, Folha de São Paulo e Rádio Tupi, nesta terça-feira, 23.

"Minha experiência com Bolsonaro foi no ambiente democrático", disse Paes, ao ser questionado sobre a fala do presidenciável no último domingo, transmitida por vídeo durante manifestação na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Bolsonaro afirmou que, se eleito, fará uma "faxina" e que opositores políticos, "os marginais vermelhos", serão banidos do País.

Mas, para Paes, as críticas a Bolsonaro são exageradas. "Há exagero para tudo que é lado", afirmou, complementando que, no contato que teve com o ex-deputado federal, não viu "na atitude de Bolsonaro qualquer gesto de autoritarismo". Ele ainda negou proximidade com o PT e que receba apoio do partido no segundo turno.

O debate de Paes com o candidato pelo PSC Wilson Witzel foi marcado, mais uma vez, por ataques dos dois lados aos seus supostos aliados. O candidato do DEM acusa o adversário de ligação com Luiz Carlos Cavalcanti Azenha, ex-advogado do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Já Witzel acusa Paes de ter um histórico de relacionamento com políticos presos na Operação Lava Jato, como o ex-governador fluminense Sérgio Cabral.

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