Padilha rebate ataques e diz que Alckmin é 'covarde'

Padilha rebate ataques e diz que Alckmin é 'covarde'

Dois dias após a campanha tucana chamar petista de 'incompetente' no horário eleitoral, candidato diz que governador mente e 'se esconde atrás de atores'

Lilian Venturini, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 12h05

Atualizado às 23h

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, usou nesta quarta-feira o horário eleitoral do rádio e da TV para rebater as críticas feitas há dois dias pela campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que definiu como “incompetente” a gestão do petista à frente do Ministério da Saúde. Em resposta, Padilha acusou o tucano de dizer “mentiras” e de adotar uma postura “característica dos covardes” ao usar locutores para atacá-lo. “O senhor me respeite”, afirmou o petista no programa eleitoral.

Na segunda-feira, a campanha tucana abriu o horário eleitoral com ataques contundentes ao candidato petista. Locutores exploraram o vínculo de Padilha com o PT e disseram que a saúde sob sua gestão “virou um caos”. Ao final, lembraram que dois ex-candidatos do PT ao governo de São Paulo estão presos - em referência indireta a José Dirceu e a José Genoino, que cumprem pena por envolvimento no mensalão. A voz de Alckmin não foi usada durante a propaganda.

Ainda na segunda-feira, Padilha reagiu às acusações e atribuiu o teor da propaganda ao “desespero” da campanha tucana. Ele chegou a acionar a Justiça Eleitoral para pedir a retirada da peça, mas o juiz negou o pedido. Foi a primeira vez que a candidatura do tucano, que lidera a disputa, concentrou ataques ao petista, em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Até então, a mira estava voltada ao segundo colocado, Paulo Skaf (PMDB). A mudança de foco ocorre no momento em que o petista esboça um crescimento discreto e o PSDB teme que isso atrapalhe os planos de vencer as eleições já no 1.º turno.

Contra-ataque. Na propaganda veiculada ontem, Padilha afirmou que Alckmin “se esconde” e foge dos problemas de sua administração. “Pare de se esconder atrás de atores e locutores contratados. Assuma suas responsabilidades”, disse o petista, para depois lembrar as denúncias de formação de cartel em obras do setor metroferroviário e a crise de abastecimento de água no Estado. “Com todo o respeito, candidato, essa postura, característica dos covardes, não condiz com o posto de governador do Estado mais poderoso do País. O senhor me respeite.”

O petista rebateu os números apresentados pela campanha tucana, segundo a qual o ex-ministro teria fechado leitos em hospitais do Estado e contingenciado recursos federais. “Nem se eu, como ministro, quisesse, poderia ter fechado leitos em São Paulo. Ministério não fecha leitos. O fechamento, ou mesmo descredenciamento, é de responsabilidade do Estado ou município. Agora você, sim, fechou leitos.”

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