Padilha fecha agenda com Dilma e cobra Alckmin por crise na Santa Casa

Ex- ministro da saúde e candidato ao governo estadual afirmou que presidente 'quer vir para a rua' e que Estado não está repassando dinheiro do Ministério para o hospital

Carla Araújo e Valmar Hupsel Filho, Agência Estado

24 de julho de 2014 | 18h39

 São Paulo - O candidato ao governo do Estado, Alexandre Padilha (PT), afirmou na noite desta quinta-feira, 24, durante caminhada em Franco da Rocha, que fechou uma agenda conjunta com a presidente Dilma Rousseff no Estado para o próximo dia 9. O encontro deve ser em Osasco.

Segundo Padilha, a agenda foi acertada durante reunião com a coordenação nacional de campanha na quarta em Brasília. "A presidente viu o que estamos fazendo e quer vir para a rua conosco", disse o candidato. "A presidente quer estar com o povo."

Questionado sobre a possibilidade de Dilma participar antes no Estado de uma agenda com o candidato peemedebista Paulo Skaf, Padilha disse que o primeiro evento de Dilma em São Paulo será com ele será na plenária da CUT no início da semana que vem, em Guarulhos.

Apesar da resistência de Skaf, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) tem articulado um palanque para Dilma em um evento com o candidato do PMDB para o mês de agosto, que ainda não está definido.

Segundo o candidato, a questão do Skaf não foi tratada na reunião de quarta com a presidente. "É um tema que tem que ser tratado pelas coordenações de campanha, pelos presidentes de partidos", afirmou.

Padilha voltou a negar que tenha problema com esse duplo palanque e ressaltou que por ter sido coordenador de campanha sabe que é preciso agregar o maior número de partidos para a aliança da presidente. "A campanha presidencial tem que procurar todos os partidos. Defendo que a presidente procure prefeitos do PSDB, do DEM", exemplificou.

Santa Casa. O ex-ministro da Saúde aproveitou ainda para cobrar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre a crise da Santa Casa na capital paulista, que chegou a fechar o pronto- socorro por falta de recursos. "Se a Santa Casa fechou a porta porque não tem dinheiro é porque tem dinheiro do Ministério da Saúde que está no governo do Estado e não chegou até a Santa Casa até hoje", disse. "O governador tem ir a público e se explicar porque não repassou o dinheiro", provocou.

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