Padilha diz que Alckmin mente e o desafia a debater saúde

Padilha diz que Alckmin mente e o desafia a debater saúde

'A população do Estado de São Paulo está votando em governador e não para locutor falar no rádio', afirmou Padilha, visivelmente irritado

Chico Siqueira, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2014 | 19h13

Catanduva - O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira, 22, que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) mente sobre sua gestão no Ministério da Saúde e o desafiou a debater e a comparar com ele os programas de saúde dos governos federal e estadual. Padilha, que visitou São José do Rio Preto e Catanduva, estava visivelmente irritado com o conteúdo do programa de rádio de Alckmin, que foi ao ar na manhã desta segunda-feira, criticando sua conduta à frente da pasta. 

"Ele fez ataques pessoais a mim. Ataques absurdos. Ele veio com mentiras e mensagens incorretas para a população. Ele por enquanto não disse nada, ele não aparece para dizer, contratou um ator para falar", afirmou Padilha, referindo-se ao narrador do programa, que disse que o candidato deixou a "saúde doente, toda quebrada". O narrador também acusou Padilha de não enviar "um tostão" para os ambulatórios de especialidades do Estado.


"Quero desafiar o atual governador, o candidato Alckmin, a debater o avanço, o sucesso dos programas que implementei no Ministério da Saúde com os atrasados do governo do Estado de São Paulo", afirmou. "Senhor candidato Alckmin, venha debater comigo, pare de contratar ator e venha falar na minha frente, venha debater comigo. A população do Estado de São Paulo está votando em governador e não para locutor falar no rádio", afirmou Padilha.

Padilha lembrou de suas ações à frente do ministério e as comparou com outros programas do governo do Estado de São Paulo. "Vamos comparar o programa Farmácia Popular que eu criei, que saiu de 2 milhões para 19 milhões de usuários em três anos, e o programa Dose Certa do governo do Estado e São Paulo, que reduziu o número de pessoas atendidas no governo Alckmin", afirmou. "Eu mais que dobrei o número de UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) 24 horas nesses três anos, e o atual governador reduziu a expansão dos AMEs (Ambulatório de Especialidades Médicas), ou seja, puxou o freio de mão de expansão das AMEs", continuou.

"Aumentei em 40% o número de atendimentos de urgência e emergência, ele fechou hospitais e prontos-socorros, reduziu cirurgias e internações de hospitais estaduais e ainda criei o programa Mais Médicos e em um ano trouxe médicos para 50 milhões de pessoas, sendo 10 milhões de paulistas, enquanto ele criou um programa, o Mais Médicos PHD, que não trouxe nenhum médico a mais para o Estado de São Paulo", comentou Padilha durante sua visita a São José do Rio Preto.

Fujão. Padilha afirmou que pretende encontrar Alckmin para discutir pessoalmente a questão, especialmente em um debate público. "Ele que pare de fugir do debate, como está fugindo no primeiro turno. Mas vou encontrar com ele no segundo turno e daí ficaremos cara a cara", afirmou. "Senhor candidato Alckmin, não fuja do debate, temos um debate nesta semana. Venha falar frente a frente comigo. Venha, governador!", afirmou.

Segundo Padilha, a coordenação da campanha vai entrar com pedido de direito de resposta, "mas não é só isso, foi um programa inteiro, com mentiras e ataques pessoais", afirmou, durante sua passagem por Catanduva. "Mais que o direito de resposta, quero o direito de debater com ele, de responder pessoalmente às críticas que ele fez e de mostrar que minha gestão no Ministério da Saúde foi muito melhor que a Saúde no governo dele."

Crianças e Rede Lucy. Em São José do Rio Preto, Padilha visitou uma instituição filantrópica que atende crianças com deficiências físicas e mentais. Depois de brincar com as crianças e aplaudir a apresentação de balé de duas cadeirantes, Padilha disse, em entrevista, que pretende ampliar os atendimentos da Rede Lucy Montoro, caso seja eleito.

"Temos no Estado de São Paulo quase 10 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência e este numero tende a aumentar cada vez mais", afirmou. "Em nosso governo vamos ampliar o atendimento da Rede Lucy, que hoje atende deficientes físicos e faz reabilitação física. Queremos ampliar o atendimento para as deficiências intelectual, visual e auditiva. No meu governo, a rede Lucy vai atender a todo os tipos de deficiências. A intenção, segundo Padilha, é ampliar o atendimento em parcerias com instituições comunitárias e entidades filantrópicas.

O candidato também criticou a política de habitação do governo do Estado, após visitar uma família do Minha Casa Minha Vida, na conjunto Nova Esperança, na periferia de Rio Preto. Disse que pretende reformular a CDHU e construir 700 mil moradias em São Paulo em convênio com o governo federal. "Existe uma lei no Estado de São Paulo que determina que 1% do ICMS seja aplicado na habitação. O atual governo do Estado aplicou menos de 50% dos recursos dessa lei", afirmou. "O atual governo despreza a necessidade de moradia da população, e o exemplo é o programa de Minha Casa Paulista, que entregou menos de 1 mil casas", afirmou.

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