Padilha busca fim da corrupção como recurso para edução

Candidato do PT quer expandir CEUs para todo ensino fundamental e médio atingindo todo o estado de São Paulo

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2014 | 15h34

No primeiro ato de campanha ao lado da ministra do cultura e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, o candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha aproveitou para falar de sua principal proposta para educação do Estado pegando carona em uma das realizações de destaque da petista: os Centro Educacionais Unificados, os CEUs, e aproveitou, como se tornou rotineiro, para criticar o governo do PSDB.

"Há recursos não só dentro do governo do Estado. Acabando com a corrupção no trem e no metrô, acabando com a corrupção no FDE (Fundação de Desenvolvimento de Educação). E com parcerias com o governo federal. Há recursos sim tanto no governo estadual quanto no federal para isto", disse Padilha.

A ideia que o petista prometeu aos presentes no final de uma caminhada pelas ruas de São Mateus, bairro na zona leste da capital, é ampliar os CEUs, que hoje atende apenas até o quinto ano, a todo o ensino fundamental e médio, criando o que ele chamou de CEU da Juventude.

"Nossa meta é chegar a 750 mil alunos em quatro anos no estado de São Paulo. Esperamos chegar em mil unidades como esta reformando escolas que já existem  e criando onde necessário. Precisa ter uma nova escola do governo do estado com foco nas crianças do  ensino fundamental II e Médio", afirmou o candidato. Dentre os diversos planos, o mais ambicioso seria criar um tipo de "Ciências sem Fronteira" para o ensino médio, favorecendo o intercâmbio de alunos das escolas paulistas com os Estados Unidos e com a Europa.

"Levar os jovens que tiverem melhor desempenho para estágios internacionais, conhecer outras línguas, outros países e inserir essa juventude no mundo nosso", explicou.

Reclamações. Durante a caminhada, o ex-ministro da saúde ouviu muitas reclamações dos moradores de São Mateus justamente sobre sua área. O principal problema seria a falta de médicos.

"Eu criei o programa mais médicos. É bom ter um governador do estado comprometido com o programa para expandir.O que as pessoas reclamam hoje é o segundo passo, que são os médicos especialistas. Segunda-feira iremos lançar nossa proposta para a saúde em Osasco" 

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