Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Padilha arrecada 11% de seus gastos de campanha

Com dificuldades na arrecadação, candidato petista ao governo de São Paulo tem o próprio PT como principal financiador

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2014 | 10h55

Atualizada às 22h48

A menos de um mês das eleições, o candidato PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, arrecadou 11% do valor dos contratos já firmados para a campanha. O petista declarou à Justiça Eleitoral uma receita de R$ 4,148 milhões e uma despesa de R$ 35 milhões, de acordo com extrato de prestação de contas entregue na noite do último dia 2 pelo PT ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Com 7% nas pesquisas de intenções de votos, o ex-ministro da Saúde tem recebido um volume de doações menor do que o esperado pela coordenação de campanha. Na primeira prestação de contas, entregue em agosto, Padilha havia declarado receita de R$ 188 mil.

O principal doador da campanha petista em São Paulo é próprio partido, responsável por uma aporte de R$ 3,3 milhões, quase 80% do total arrecadado pelo candidato. As “receitas de pessoas jurídicas”, ou seja, as doações de empresas privadas, somam R$ 450 mil. Doações de pessoas físicas foram apenas R$ 2,6 mil.

O PT recebeu R$ 4,4 milhões em doações de “pessoas jurídicas”. O documento, no entanto, não revela qual foi o valor de doações ao partido repassadas à campanha de Padilha ou quais empresas doaram diretamente ao candidato.


A arrecadação do petista é menos de um terço da informada pelo governador Geraldo Alkmin (PSDB), que tenta a reeleição. 

Líder nas intenções de votos, com 47%, segundo pesquisa Ibope encomendada pelo Estado e pela Rede Globo e divulgada na semana passada, o tucano é também o que mais movimenta recursos nessa campanha. Alckmin informou à Justiça Eleitoral uma arrecadação de R$ 15,3 milhões - R$ 9,3 milhões a mais que em agosto. Até o momento, o tucano gastou R$ 15 milhões. Faltando menos de 30 dias para a eleição, o candidato mantém o saldo positivo. 

Candidato do PMDB ao Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf, que está em segundo lugar na disputa com 23% das intenções de voto, segundo o Ibope, declarou que arrecadou até agora R$ 10,3 milhões. Sua campanha, porém, está no vermelho, uma vez que o comitê registrou que os gastos somam R$ 10,4 milhões. 

Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT) declarou uma arrecadação de R$ 429 mil. Desse valor, R$ 194 mil foram declarados como sendo de recursos próprios. Outros R$ 100 mil foram de outros comitês de candidatos. O petista recebeu R$ 53 mil em doações de empresas.

As despesas do senador, que é candidato à reeleição, somam R$ 2,95 milhões. A maior parte desse valor, R$ 2,2 milhões, foi destinado à produção de programas de rádio e TV. Dono do maior tempo de exposição na propaganda eleitoral para o Senado, o ex-prefeito Gilberto Kassab arrecadou, segundo sua assessoria, cerca de R$ 5 milhões. Os gastos somaram R$ 5,9 milhões. O ex-governador José Serra (PSDB)não divulgou seu fluxo financeiro. 

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