Outra mulher é indicada para vaga no Supremo

Ministra do TST, Rosa Maria Weber Candiota será a terceira ministra da corte e assumirá no lugar de Ellen Gracie, que se aposentou em agosto

FELIPE RECONDO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2011 | 03h05

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Rosa Maria Weber Candiota foi indicada ontem pela presidente Dilma Rousseff para ser a nova ministra do Supremo Tribunal Federal (STF). Depois de sabatinada e aprovada pelo Senado, Rosa Maria ocupará a vaga aberta com a aposentadoria da ministra Ellen Gracie, em agosto deste ano.

Rosa Maria será a terceira mulher a ocupar vaga de ministra do Supremo e a segunda na composição atual da corte, ao lado de Cármen Lúcia. Com 63 anos, ela ficará no Supremo por apenas sete anos, até completar os 70 anos. Por conta disso, não chegará a presidir o tribunal. A próxima ministra teve o nome levado à presidente por Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Rousseff. De acordo com integrantes do governo, Rosa Maria tinha também boa relação com a presidente.

Gaúcha de Porto Alegre, a ministra fez sua carreira na Justiça do Trabalho. Formada em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1971, ela ingressou na magistratura em 1976, como juíza substituta. Depois, foi promovida ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4.ª Região. Chegou ao TST em 2006, nomeada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A indicação foi fechada ontem pela presidente em despacho com o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. Na lista das candidatas, Rosa Maria figurava ao lado das ministras do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Maria Thereza de Assis Moura e Nancy Andrighi, e de Maria Elizabeth, do Superior Tribunal Militar (STM). Rosa Maria é a segunda indicação de Dilma para o STF - Luiz Fux foi o primeiro.

A escolha foi elogiada pelo presidente do TST, João Oreste Dalazen. "O Supremo ganha uma magistrada exemplar, de sólida e rica formação jurídica e humanística", afirmou Dalazen. "Sensível, prudente e percuciente, ela certamente dará um excelente contributo à edificação da jurisprudência da Suprema Corte."

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