Oswaldo Dias, do PT, vence pela terceira vez em Mauá

Em segundo lugar ficou Chiquinho do Zaira (PSB), com 44,30% dos votos, segundo o TSE

Da Redação com Moacir Assunção e Diego Zanchetta, ,

26 de outubro de 2008 | 20h36

Com 55,70% dos votos, e 99,85% das urnas apuradas, o candidato do PT, Oswaldo Dias, de 66 anos, venceu, pela terceira vez, a disputa pela prefeitura da cidade de Mauá, o quarto maior colégio eleitoral da região do ABC, com 275 mil eleitores. Em segundo lugar ficou Chiquinho do Zaira (PSB), com 44,30% dos votos. Brancos e nulos somaram 8,98%. Os números confirmaram as pesquisas, que apontavam o petista com 45% dos votos e Zaira com 25% das intenções de voto.   Veja também: Kassab sai vitorioso e ficará mais 4 anos na Prefeitura de SP Galeria de fotos: 'O dia de Marta' Em disputa apertada, Paes vence Gabeira no Rio Márcio Lacerda, do PSB, é eleito prefeito Geografia do voto: desempenho dos partidos no País  Cobertura completa das eleições 2008 Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos   Os 274.814 eleitores de Mauá foram às urnas com um desejo incontido de "fazer justiça". O desejo surgiu após a derrota jurídica de 2004, quando o candidato petista Márcio Chaves Pires teve 48% dos votos no primeiro turno e ficou fora do segundo, por cassação do registro.   Certos da vitória, os petistas entendiam que liderança de Oswaldo Dias (que governou de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004) cresceu ainda mais após a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comício, na noite de 20 de setembro. Mas Chiquinho também usa a "marca" Lula.   Ao votar no final da manhã, por volta das 11h30 no Jardim Rosina, na Escola Estadual Antonio Prado Junior, o petista já falava em rever a dívida da cidade, estimada em mais de 100 milhões de reais. Segundo pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira, 24, Dias tem 49% das intenções de voto, ante 36% de Chiquinho do Zaíra (PSB).   "Todos os contratos terão que ser analisados novamente" disse Dias, que durante a campanha recebeu o apoio pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato petista também teve de recorrer à Justiça para participar do pleito. As contas do seu segundo mandato (2001-2004) foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara Municipal, mas Dias conseguiu uma liminar na Justiça para se tornar elegível. Segundo a assessoria jurídica do candidato, em caso de vitória a Dias não sofrerá problemas nos tribunais.   O adversário do petista, Chiquinho do Zaíra (PSB), ex-secretário de governo da atual administração, diz que a vitória do petista não terá validade jurídica. "Mesmo se o PT ganhar, não será o vencedor", disparou Chiquinho ao chegar para votar hoje por volta das 12h30, no Jardim Zaíra, bairro na periferia de Mauá onde nasceu e foi criado.   Ovacionado pelos moradores, o candidato se esforçou para ainda demonstrar confiança. Ele votou na Escola Estadual Olinda Furtado de Albuquerque. "Eu fiz o meu dever na campanha, cumpri todas as diretrizes da candidatura, apresentei boas propostas. Saio de cabeça erguida", declarou o socialista, que procurou durante a campanha se desvincular do prefeito Leonel Damo (PV), cujo índice de aprovação é de apenas 13%.   Apoio   Em Mauá, na Grande São Paulo, a rivalidade entre PT e PSDB não sobreviveu às questões locais. O candidato derrotado à prefeitura da cidade no primeiro turno, Diniz Lopes, do PSDB, anunciou sua adesão ao candidato petista Oswaldo Dias, que disputou o segundo turno com Chiquinho do Zaíra (PSB).   Durante o anúncio do apoio, quando falou muito em coerência, o tucano fez várias referências elogiosas ao petista e, quando questionado sobre a dicotomia PT-PSDB, procurou dissociar sua postura de um acordo partidário. "O diretório do meu partido liberou o apoio para o segundo turno aos seus filiados. Estou aqui como cidadão preocupado com a cidade", disse Lopes que ficou em terceiro lugar nas urnas.   "Levaremos adiante todas as propostas de Diniz, que fez uma campanha muito consciente. Creio que não há nada que conflite seriamente nos programas", explicou.   Para se decidir pelo apoio a Dias, ele consultou todos os vereadores que concorreram por sua coligação. (PSDB/PP/PR). A aprovação ao nome do petista foi unânime.   Atualizada às 21h01

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