Os ratos estão à solta no Senado

Servidora foi mordida e Casa faz desratização

ROSA COSTA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2012 | 03h03

O "ataque" de um rato a uma servidora da secretaria-geral do Senado nesta semana levou a Casa a promover uma desratização e dedetização ontem.

A servidora está sob observação médica desde que teve o pé mordido pelo roedor. A secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, divulgou ontem nota informando todos os servidores sobre as medidas preventivas.

Ficarão interrompidas as atividades de seu gabinete e das secretarias de coordenação legislativa do Senado e do Congresso, que ficam próximas ao local onde o animal entrou em ação. As atividades serão retomadas às 10 horas da segunda-feira.

Senado e Câmara estão em período de recesso parlamentar. Os trabalhos serão retomados no dia 2 de fevereiro.

A folga este ano foi parcialmente interrompida pela convocação da comissão representativa do Congresso, anteontem, para ouvir o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), sobre denúncias relacionadas ao direcionamento político de verbas da pasta.

É a primeira vez que se tem notícia da necessidade de cuidados médicos no Senado por conta de ataque de animais. Mas a presença de roedores e escorpiões se repete há anos.

Na TV Senado, há relatos sobre o surgimento de ratos nas gavetas e armários, "roubando" biscoitos e outros alimentos do lanche de funcionários. Já os escorpiões aparecem sobretudo nos períodos de chuva, entrando nas dependências do Legislativo pelas frestas das janelas. Servidores e frequentadores do Congresso reclamam da falta de cuidado com manutenção.

Há alguns dias, uma goteira obriga o pessoal da limpeza a manter panos de chão no corredor do "túnel do tempo", onde estão localizados os gabinetes de senadores e comissões.

Em nota, o Senado lamentou o episódio "em que uma servidora foi vítima de ferimento no pé ocasionado, supostamente, por animal não identificado".

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