Ortiz Júnior, candidato a prefeito, diz que ação 'não tem pé nem cabeça'

O candidato a prefeito de Taubaté (SP), José Bernardo Ortiz Júnior (PSDB), filho do presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz - que se afastou ontem do cargo -, criticou, também ontem, a ação civil ajuizada pelo Ministério Público Estadual que aponta cartel e superfaturamento na compra de mochilas escolares pela fundação.

GERSON MONTEIRO - ESPECIAL PARA O ESTADO , O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h03

Ele classificou a ação do MPE como "eleitoreira e que visa a favorecer o PT nas eleições municipais". A entrevista coletiva convocada por Ortiz Júnior contou com a presença do secretário-geral do PSDB em São Paulo, César Gontijo, e do secretário licenciado de Energia do Estado, José Aníbal.

Ortiz Júnior disse que a compra das mochilas "foi feita de forma lícita". "Essa denúncia não tem pé nem cabeça, não tem fundamento. A FDE, o Estado de São Paulo, comprou a mochila mais barata do Brasil. Nem a União compra mochila tão barata assim", afirmou. "É inviável falar em cartel tratando-se do menor preço do Brasil e com 15 empresas participando de cada lote de venda."

Ele também contestou as testemunhas apresentadas pelo MPE no processo. Uma delas, ex-funcionária da FDE, teria sido afastada por determinação da Corregedoria do Estado sob acusação de corrupção, por causa da contratação do marido como prestador de serviços da Fundação. Aníbal também criticou a denúncia do MPE.

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