Órgão dos EUA apura corrupção na Petrobrás, diz consultoria

Um time de 28 advogados e analistas dos órgãos americanos estariam trabalhando no caso, que pode se estender às empresas fornecedoras de serviços da estatal

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 22h13

RIO - Um relatório divulgado nesta semana pela consultoria Arko Advice informa que o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, a SEC (Security Exchange Commission), e o Departamento de Justiça americano começaram a investigar as denúncias de corrupção na Petrobrás. Um time de 28 advogados e analistas dos órgãos americanos estariam trabalhando no caso, que pode se estender às empresas fornecedoras de serviços da estatal. 

A companhia, que tem ADRs - recibos de ações negociados na Bolsa de Valores de Nova York -, deve seguir regras de governança estabelecidas pela SEC, que corresponde, nos EUA, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Os controles se referem não somente às auditorias variadas, mas à obrigação de cumprir as normas antifraudes SOX (Lei Sarbanes-Oxley)”, diz o relatório enviado para clientes. 

A Arko diz que as investigações apontam que a Petrobrás “operou de forma desgovernada e submetida a interesses corruptos, conforme as delações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, e do doleiro Alberto Youssef”. 

Procurada, a SEC se recusou a comentar o caso. As investigações costumam ser conduzidas em sigilo pelo órgão americano. A Petrobrás não se posicionou até o fechamento desta edição. 

Pelas conclusões preliminares da SEC, o caso poderia se relacionar não apenas ao mercado acionário, mas se transformar em questão criminal. As prestadoras de serviços da Petrobrás podem ser convocadas para prestar esclarecimentos. Também podem ser chamados para depor os envolvidos nas denúncias. Há ainda a possibilidade de serem aplicadas multas. 

A reportagem tentou contato, mas não obteve resposta dos responsáveis pelo relatório. 

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