Ordem Maçônica se diz próxima de parlamentares

Instituição, que existe no país há cerca de 200 anos no Brasil, já teve imperador e presidentes entre seus membros

Gilberto Amêndola, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2016 | 06h00

A maçonaria se define como uma instituição “essencialmente filosófica, filantrópica e progressista”. No mundo, ela existe há pelo menos 300 anos (sua origem seria a Inglaterra). Já no Brasil, o grupo existiria a quase 200 anos.

Para ser um maçom, o interessado precisa ser indicado por um membro antigo. O Grão-Mestre Benedito Marques Ballouk Filho afirma que no grupo são aceitos católicos, evangélicos, budistas, espíritas, muçulmanos e outros. “Só não aceitamos ateus. Não por nada. Mas o ateu é um sectário – e não aceitamos sectarismos”. A maçonaria é uma organização religiosa – no sentido em que prega a existência de uma entidade denominada o Grande Arquiteto do Universo, mas não exige de seus participantes uma renúncia a qualquer denominação religiosa.

“Em certo sentido, somos uma entidade como outra qualquer, como a OAB, como o Conselho de Medicina...A diferença é que em nossos quadros temos do engraxate ao empresário”, completa. Mas não precisa ser rico pra ser maçom? “Nós estamos na média. O que precisa é ter uma formação intelectual ou humanista”, afirma.

Segundo o Grão-Mestre, na maçonaria também não cabe preconceitos de ordem sexual, de raça ou cor. Mas, de acordo com um preceito considerado inaugural pelos próprios maçons, só homens podem fazer parte da entidade. “O que não impede que a maçonaria possa apoiar, como vem apoiando, candidatas mulheres para cargos públicos”, diz Ballouk. “Pode ser que um dia isso mude. Mas, por enquanto, seguimos essa regra”, completa.

Os princípios da maçonaria são os mesmos da revolução francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. Do ponto de vista conceitual, “o objetivo da maçonaria é o de investigar a verdade, examinar a moral e a prática das virtudes”.

Ainda de acordo com a própria maçonaria do Estado de São Paulo, foram maçons figuras ilustres como Voltaire, Goethe, Beethoven, Mozart, Frederico, o Grande e Napoleão.

No Brasil, as figuras históricas mais emblemáticas seriam o próprio D. Pedro I, José Bonifácio, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais. Campos Salles, Washington Luiz, Rui Barbosa e outros. “Tivemos uma participação fundamental na formação do País, na independência e na proclamação da República . Tínhamos uma relevância política que, pelo menos desde 2008, com a criação de um Grupo de Ação Política, estamos retomando”, diz Ballouk.

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