Oposição critica ‘aparelhamento’ da Comissão de Ética

Com críticas a Dilma, líderes de partidos reagiram à renúncia de Sepúlveda Pertence do cargo da presidência do colegiado

Denise Madueño e Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h02

BRASÍLIA - Líderes de partidos de oposição reagiram à saída de Sepúlveda Pertence da presidência da Comissão de Ética da Presidência com críticas à presidente Dilma Rousseff. Os parlamentares consideraram que há um aparelhamento do conselho, responsável por analisar a conduta dos integrantes do governo, para impedir punições e não permitir a independência de atuação do órgão.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), afirmou que o governo e o PT tentaram "aparelhar" o Supremo para evitar o julgamento do mensalão, mas não conseguiram. Agora, diz ele, querem impedir a independência do trabalho da comissão. "Na primeira oportunidade que tiveram tentam controlar um colegiado criado para analisar denúncias de conduta ilegal dentro do Executivo. Trata-se de um absurdo, e o ministro Sepúlveda, homem sério que é, não tinha outra alternativa senão deixar o cargo para não compactuar com esse desatino", disse Bueno.

Para o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), a renúncia de Pertence é uma demonstração de que o conselho perdeu a independência. "Acredito que ele tenha percebido que o conselho não cumpre mais sua função de independência, isenção e imparcialidade", disse Araújo.

Na defesa de Dilma, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), considerou natural a substituição de conselheiros e negou que a não recondução dos conselheiros esteja ligado à posição dos dois, contrária aos ministros.

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