Oposição cobra investigação sobre 'proprietário oculto'

A oposição ao governo federal reagiu nessa quarta-feira, 4, à informação de que estaria em nome de um laranja a empresa que é sócia majoritária do hotel Saint Peter, o novo empregador do ex-ministro José Dirceu. Condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por envolvimento no mensalão, Dirceu está cumprindo parte da pena em Brasília desde 18 de novembro em regime semiaberto. Caso receba autorização da Vara de Execuções Penais de Brasília para trabalhar fora do presídio, o ex-ministro receberá R$ 20 mil por mês como gerente administrativo do Saint Peter.

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2013 | 02h07

O vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), cobrou do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a determinação à Polícia Federal de abertura de inquérito para investigar as suspeitas veiculadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Segundo a reportagem, a empresa que controla o hotel foi constituída no Panamá e está em nome de um auxiliar administrativo de um escritório de advocacia sediado naquele país. Para Dias, a denúncia é da "maior gravidade" e mostraria "os caminhos da ilegalidade que ligam esse empreendimento hoteleiro em Brasília a uma arapuca no Panamá". O tucano disse esperar que Cardozo adote um "espírito de desengavetador".

"Com o espírito de desengavetador, nós esperamos que o Ministério da Justiça possa instaurar todos os procedimentos para uma investigação rigorosa, que possa nos levar ao esclarecimento do mistério da arquitetura dessa ilegalidade visível", afirmou. "Que o ministro convoque especialistas para essa investigação, e eles não terão dificuldades para chegar até os supostos proprietários ocultos desse hotel", completou.

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