Operação da PF faz buscas em 13 empresas na Barra da Tijuca

Todas são ligadas ao ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso desde março. Marcelo Barbosa Daniel, sócio do genro de Costa, deveria prestar depoimento, mas não foi localizado

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2014 | 14h47

Corrigida às 19h28

BRASÍLIA - RIO - O cumprimento dos mandatos de busca e apreensão da Operação Lava Jato começou antes das 7 horas simultaneamente nos 13 locais citados pela Justiça Federal como sede de empresas ligadas ao ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Oito empresas eram no mesmo endereço, um shopping na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Os agentes também foram ao escritório da consultoria de Paulo Roberto Costa e na casa de um sócio das empresas. 

A operação tinha o objetivo de recolher documentos de empresas ligadas a familiares do ex-diretor e que possuíam contratos com a Petrobrás. Por volta das 6h30, policiais federais chegaram o condomínio Costa do Sol, na orla da Barra, com apartamentos de alto padrão. Ali mora o cantor e compositor Zeca Pagodinho. O objetivo era localizar o empresário Marcelo Barboza Daniel, sócio de Humberto Sampaio de Mesquita, genro de Costa.

Ele seria conduzido coercitivamente até a sede da PF, para prestar depoimento. Os agentes ficaram no local até cerca de 10h, mas foram informados pelos empregados da residência que o empresário estava nosEstados Unidos. Ele teria entrado em contato com a PF e se prontificado a colaborar com as investigações assim que retornar ao País. 

A PF também esteve na sede das empresas de Barboza e Mesquita. O escritório da consultoria MR Pragmática, localizado no shopping, teve documentos apreendidos. No local, segundo a polícia, funcionavam outras sete empresas citadas nas investigações, com atuações variadas: agência de viagens, gestão empresarial, recursos humanos e importação de vestuário. 

Outra empresa. Também no início da manhã, os agentes estiveram na sede da consultoria aberta pelo ex-diretor após deixar  a estatal em 2012. A empresa Costa Global atua no setor óleo e gás e desenvolve projetos de construção de refinarias privadas, um deles com termo de compromisso assinado em Sergipe.

O escritório da empresa fica em edifício corporativo de alto padrão também na zona oeste, na região conhecida como Península. Funcionários do edifício relataram que a viatura da Polícia Federal chegou antes das 7 horas, sem sirenes ou alarde, e ficou no local por cerca de três horas. Eles não souberam confirmar se a PF levou documentos e computadores. Costa está preso desde junho e é réu em dois processos. As duas filhas e genros (Ariana Azevedo Costa Bachmann, Humberto Sampaio de Mesquita, Marcio Lewkowicz e Shanni Azevedo Costa Bachmann) também são réus em um processo, acusados de destruir documentos, em março, antes de uma operação da PF.

Procurado durante todo esta sexta-feira, Nélio Machado, advogado que defendia Paulo Roberto Costa, não foi localizado. Em seu escritório, foi informado que ele estaria em Curitiba, onde tramitam os processos e investigações da Operação Lava Jato.

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