Alex Silva/Estadão
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Onyx Lorenzoni diz que se Bolsonaro for eleito e Itália pedir, Battisti será extraditado

Deputado federal afirmou que italiano é 'terrorista e bandido albergado por Lula e sua quadrilha no Brasil'

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2018 | 19h43

RIO - Se o candidato Jair Bolsonaro (PSL) for eleito presidente da República nas eleições 2018 e o governo da Itália solicitar a extradição de Cesare Battisti, a extradição será imediatamente autorizada. Foi o que disse nesta sexta-feira, 26, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado para ser ministro-chefe da Casa Civil num eventual governo. "O terrorista e bandido albergado por Lula e sua quadrilha no Brasil vai cumprir o que a legislação italiana determina", afirmou.

Battisti, de 63 anos, integrou nos anos 1970 um grupo terrorista na Itália e foi condenado à prisão perpétua por homicídios. Ele fugiu da Itália e foi preso em 2007 no Rio de Janeiro. O então ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, concedeu a Battisti o status de refugiado político, decisão muito criticada na Itália.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou ilegal o status de refugiado e autorizou a extradição, mas reconheceu que o presidente da República tem competência para negá-la. No final de 2010 o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso pela Operação Lava Jato – negou a extradição, e hoje Battisti vive livre no Brasil.

Bolsonaro debateu a questão de Battisti ao receber, na tarde desta sexta-feira, um representante do vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini, que entregou uma carta de apoio do político a Bolsonaro. 

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