Onda de greves piora situação do governador

Emparedado por denúncias de corrupção que limitam sua autoridade, o governador Agnelo Queiroz (PT) enfrenta nos últimos meses uma escalada de greves, protestos e atos de rebeldia no serviço público. Quatro categorias estão em greve e outras seis prometem cruzar os braços.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2011 | 03h05

Desde janeiro, 16 categorias fizeram greve em Brasília. A Polícia Civil, que paga de R$ 8 mil a R$ 21 mil a seus agentes e delegados, cruzou os braços quatro vezes desde janeiro por um aumento de 13%. A última paralisação já dura duas semanas e não tem prazo para terminar, apesar de a Justiça ter decretado sua ilegalidade e ordenado a volta ao trabalho.

Todos os serviços policiais estão comprometidos, inclusive o recolhimento e liberação de cadáveres no Instituto Médico Legal. O registro de ocorrências, como furtos, sequestros e agressões, está suspenso nas delegacias e a Polícia Militar está assumindo os casos mais graves, embora não tenha previsão legal para isso.

Estão também em greve os agentes penitenciários e os servidores de duas estatais estão discutindo a hipótese de paralisação. Uma delas é a Companhia Energética de Brasília (CEB).

Desde janeiro, já cruzaram os braços cerca de 70% dos 195 mil servidores brasilienses, entre os quais o pessoal da saúde (dez dias em setembro) e os da educação (17 dias em maio). Os professores, que estão em campanha, já paralisaram sete dias em outubro e ameaçam cruzar os braços neste fim de ano por um reajuste de 7%, o que ameaça o ano letivo. / V.M.

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