OCDE recomenda regulamentação de lobby no Brasil

Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre integridade pública, divulgado ontem, recomenda ao governo brasileiro a elaboração de leis para regulamentar ação de lobistas, maior transparência em licitações e contratos, e aplicação do código de ética pública a prestadores de serviços e ocupantes de cargos comissionados.

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2011 | 03h06

O governo deveria "definir claramente os termos lobby e lobista na eventual formulação de uma lei sobre o assunto" e oferecer "padrões claros de conduta a funcionários públicos para guiar suas interações com lobistas e gerenciar possíveis conflitos de interesse se eles quiserem deixar o cargo e se tornarem lobistas", sugere o relatório.

No caso de licitações e contratos, o poder público poderia divulgar toda a documentação relacionada à obra ou serviço, antes mesmo da contratação, como os recursos de empresas eliminadas, aditivos contratuais, pesquisas de preço, etc. Além disso, outra sugestão do estudo é monitorar as licitações de um mesmo tipo de projeto por diferentes unidades do governo para identificar formas de aperfeiçoar a licitação ou pregão, evitando erros já cometidos.

Segundo o documento, o Brasil deveria até mesmo modificar o Portal da Transparência para permitir comparação de despesas entre anos diferentes. O estudo elogia a lei de acesso a informações públicas, aprovada ontem pelo Senado, que permite a qualquer cidadão requisitar informações ao governo. / IURI DANTAS

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