Obama tentou nota conjunta, sem sucesso

Brasil e EUA tentaram redigir uma nota conjunta para comunicar o "adiamento" da visita de Dilma Rousseff, mas os americanos não aceitaram algumas declarações mais duras sobre a espionagem defendidas pelo lado brasileiro. A solução foi a divulgação simultânea de comunicados distintos, segundo os quais a decisão foi alcançada de comum acordo pelos dois presidentes.

Cláudia Trevisan / CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2013 | 02h05

Houve coordenação entre os governos na maneira como o cancelamento seria comunicado, o que revelou o cuidado do Brasil em evitar danos irrecuperáveis. A Casa Branca divulgou nota anunciando o que chamou de "adiamento" às 13h32 de ontem (14h32, horário de Brasília), dois minutos depois de o Palácio do Planalto oficializar a decisão em um comunicado.

Nova data para a visita só deverá ser definida depois que o processo de investigação interna sobre a espionagem acabe e novas explicações sobre a ação dos EUA sejam dadas ao Brasil, já que Dilma exigiu receber justificativas convincentes.

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