OAB, ABI e UNE denunciam restrições à campanha no Rio

Em documento, entidades afirmam que é espantoso que até propaganda na internet tenha barreiras

Agência Brasil

07 de setembro de 2008 | 16h59

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - seção Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgaram nota conjunta mostrando preocupação com as amarras que têm sido impostas à campanha eleitoral no Rio de Janeiro. Veja Também:Tropas desembarcam nas eleições do Rio em até sete diasCandidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no RioConheça os candidatos a prefeito no Rio  Especial: Perfil dos candidatosEspecial tira dúvidas sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  No documento, as entidades afirmam que é espantoso que até mesmo para a propaganda na internet a Justiça Eleitoral esteja criando barreiras. É inegável - avaliam - que tais obstáculos à propaganda contribuem para a campanha fria, despolitizada e distante dos eleitores. A OAB/RJ, a ABI e a UNE manifestam, em particular, profunda preocupação com o fato de estar programado apenas um debate na televisão entre os candidatos a prefeito do Rio - e, mesmo assim, às vésperas de eleição -, o que só contribui para agravar o quadro de despolitização. As três entidades consideram ainda que os eleitores do Rio de Janeiro - sempre lembrado como a capital cultural do país - têm o direito inalienável de conhecer as propostas dos candidatos a governar a cidade e de vê-las confrontadas de forma aberta e democrática.  Elas lembram que o fato de as emissoras de TV serem detentoras de uma concessão pública traz consigo responsabilidades com a cidadania que não podem ser esquecidas. Na nota, os presidentes das entidades - Wadih Damous, (OAB), Maurício Azêdo (ABI) e Lúcia Stumpf (UNE)- fazem um apelo às emissoras de televisão aberta para que revejam sua decisão de não realizar debates entre os candidatos à prefeitura do Rio. Se assim o fizerem, assinalam, estarão contribuindo para maior esclarecimento dos eleitores e, em conseqüência, para o aperfeiçoamento da democracia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.