O trotskista que defende um PT mais 'caipira'

Perfil de Edinho Silva, sociólogo formado pela Unesp

O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2013 | 02h18

Edinho Silva é sociólogo formado pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e começou a militância em comunidades eclesiais de base da Teologia da Libertação, identificada com movimentos populares dentro da Igreja Católica. Depois de dois mandatos como vereador em Araraquara, em 2000 elegeu-se prefeito da cidade e começou a se destacar dentro do PT.

Na época militava na Democracia Socialista (DS), corrente trotskista do PT. Em 2006, estava no segundo mandato quando a crise dos "aloprados" - em que petistas foram acusados de comprar dossiês falsos para incriminar José Serra - derrubou praticamente toda a direção do partido em São Paulo.

"Fui sondado pela direção nacional do partido para assumir o PT em São Paulo. Levei um susto", conta.

No ano seguinte, foi eleito presidente do PT paulista e só em 2012 entrou na corrente majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB). Antes mesmo da definição de Alexandre Padilha como candidato ao governo paulista, Edinho organizou 20 grandes encontros regionais no interior do Estado.

"A cultura do PT é na capital e na Grande São Paulo. O partido precisa ficar mais caipira e fazer mais diagnóstico regional", avalia. Nesses encontros, Edinho usou sua experiência de político do interior para subverter a ordem dos tradicionais debates do PT, onde os quadros falam e a militância escuta. "Acabamos com aquilo de montar uma mesa central e deixamos as pessoas falarem." / P.V.

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