O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2013 | 02h09

A reforma no primeiro escalão que a presidente Dilma Rousseff pretende fazer depois da eleição dos presidentes do Senado e da Câmara, no início do mês que vem, será enxuta, como ela mesmo gosta de dizer. Ao PSD será oferecido o Ministério da Micro e Pequena Empresa, ainda a ser criado.

O partido, que tem 49 deputados e dois senadores - uma bancada de tamanho médio, capaz de garantir vitórias em votações polêmicas - reclamou. Seus dirigentes disseram que ele merecia mais espaço. Como não pode dar mais do que isso na Esplanada dos Ministérios, a presidente optou por compensar o partido do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab com uma vaga de comando na Caixa Econômica Federal.

A base aliada é gigantesca. No Senado, são 62 entre os 81 parlamentares. Na Câmara dos Deputados, 362 em 513. Com a entrada do PSD, no Senado serão mais dois votos, e na Câmara, mais 49. Mesmo que a base tenha dissidências, , Dilma está montando para seus dois últimos anos de governo a maior coligação que um presidente já teve desde a redemocratização.

Quando reclama que é um partido grande e que merece mais do que o futuro Ministério da Micro e Pequena Empresa, o PSD tem razão. O PP, por exemplo, que tem o Ministério das Cidades, - sonho de consumo de qualquer legenda, dada a movimentação financeira, os investimentos e as obras sob o comando da pasta - conta com uma bancada de 38 deputados, 11 a menos que o PSD. O PRB, dono do Ministério da Pesca, tem só dez deputados. Portanto, na montagem da coligação baseada no fisiologismo e no oportunismo político, a criação de uma vice-presidência da Caixa para o PSD obedece a uma lógica da compensação por volume e massa.

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