O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2013 | 02h06

Algumas pessoas achavam que era importante uma candidatura com outro perfil, com outra história de OAB. Meus apoiadores entendem que o fato de eu ter sido presidente da seccional de um Estado (Paraná) faz com que eu tenha acumulado uma experiência no contato com a advocacia que me diferencia do outro candidato, que nunca foi nem dirigente de OAB estadual. Outra diferença é que tenho opinião clara sobre diversos aspectos, enquanto meu adversário não se posiciona sobre eleição direta, por exemplo.

Como encara a abertura de novos cursos jurídicos?

Vou dialogar com o MEC para evitar a criação de novos cursos de direito, e os que não conseguem manter a qualidade devem ter suas vagas fechadas. Além disso, os pareceres que a OAB emite para reconhecimento dos curso de direito são da mais alta seriedade e é preciso que eles tenham efeito vinculativo às decisões do MEC. Hoje, esses pareceres são apenas opinativos. Nos casos mais graves, eles (cursos ruins) devem ser levados ao Judiciário.

Qual a principal medida para reduzir a morosidade do Judiciário?

Com absoluta segurança, o principal problema não é o excesso de recursos. Existem vários problemas determinantes, e um deles é a gestão do orçamento dos Tribunais de Justiça. Eles devem priorizar os investimentos em primeira instância, que é a porta de entrada do Poder Judiciário para o cidadão comum. Boa parte dos processos se resolve na primeira instância e é aí onde precisamos canalizar a maior parte dos recursos. Infelizmente, em muitos tribunais do País, o que se verifica é a priorização de investimento nas cúpulas.

É a favor de mudanças no modelo de eleição para o Conselho Federal?

Eu proponho fazer um plebiscito. O sistema eleitoral não é adequado, é muito fechado, são apenas 81 eleitores, Temos dificuldade até mesmo de um palco maior para expor as ideias dos candidatos. O sistema precisa ser modificado, precisamos democratizar a OAB. Nesse plebiscito, eu votaria pela eleição direta.

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