'O que mais se fala é a palavra crise', ironiza Temer

Enquanto os ministros do Supremo adiavam para hoje a decisão sobre o conflito entre magistrados e o Conselho Nacional de Justiça, a definição de uma nova troca ministerial - a nona do governo Dilma, em 13 meses - virou motivo de ironia para o presidente da República em exercício, Michel Temer.

RAFAEL MORAES MOURA/ BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2012 | 03h09

Durante a sessão de abertura do ano judiciário, no plenário do STF, ele falou das sucessivas mudanças na Esplanada dos Ministérios, queixando-se do uso indiscriminado da palavra "crise" toda vez que alguém fala sobre as turbulências políticas no Planalto. "As pessoas usam palavras inadvertidamente, sem conceituá-las", queixou-se o presidente em seu discurso.

"Veja, o que o mais se fala nos últimos tempos é a palavra crise. Tem crise no Judiciário, no Legislativo, no Executivo. É uma crise administrativa? Econômica? É uma crise política? Ou institucional, que é a mais grave das crises? As pessoas usam indiscriminadamente a palavra crise", afirmou Temer. "Vejo isso muito no Executivo, quando um ou outro ministro sai. Meu caro, ministro sai, entra outro e o governo continua", prosseguiu.

O comentário de Temer é feito no momento em que o governo anuncia a saída de Mário Negromonte do Ministério das Cidades - o ministro perdeu apoio da bancada do próprio partido, o PP, e foi rifado do cargo pela presidente Dilma Rousseff na última segunda-feira.

Dilma perdeu no ano passado seis ministros por conta de denúncias de irregularidades - o último a ser varrido do posto foi Carlos Lupi, do PDT, em dezembro. Além de Temer, participaram da sessão de abertura do ano judiciário os presidentes do STF, Cezar Peluso, da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

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