'O PSDB tem bons nomes, credibilidade e força'

Apontado como favorito do governador Geraldo Alckmin, o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, é o pré-candidato tucano que tem menos pressa na realização das prévias. Único a pedir que a entrevista fosse feita por e-mail, alegando dificuldade na agenda, ele afirma que "a questão da data é secundária".

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2011 | 03h04

O PSDB será obrigado a se aliar ao PSD na eleição do ano que vem? A reeleição do governador, em 2014, pode estar em jogo?

Faz parte do sistema eleitoral brasileiro a existência de coligações. Elas são necessárias para ampliar o campo político de uma candidatura. É natural que possamos conversar com outros partidos sobre essa possibilidade, mas isso não significa obrigatoriedade em relação a este ou aquele partido.

Se houver aliança, a cabeça de chapa estará na negociação? Ou o PSDB deve ter candidato próprio?

O PSDB tem bons nomes, credibilidade e força em São Paulo para ter candidato próprio.

Quando as prévias devem ocorrer, na sua opinião?

A questão da data é secundária. Primeiro é preciso esclarecer questões como financiamento da pré-campanha, uso de transporte no dia das prévias, lista dos filiados, etc. Resolvido isso, definimos a data.

O sr. é apontado como candidato favorito do governador. Ele já lhe comunicou sua preferência?

Ele apenas manifestou sua opinião positiva quanto à realização das prévias como um processo democrático e capaz de unir a militância tucana. Minha pré-candidatura, assim como a dos demais, é vista como parte positiva desse processo.

Ao Estado, o sr. narrou um episódio em que um prefeito lhe teria oferecido propina e o sr. teria rejeitado. Dias depois, o sr. disse que falara apenas "hipoteticamente". A polêmica gerada pode prejudicar sua candidatura?

Não acredito que uma pessoa que afirma que é preciso dizer não a qualquer tentativa de corrupção seja prejudicada.

As eleições do ano que vem devem ter, em tese, quatro candidatos principais: do PSDB, do PT, do PSD e do PMDB. O sr. acha que o 2.º turno deve se resumir a um candidato do PT e a outro representando a gestão Kassab?

Acredito firmemente que o PSDB terá candidato para vencer no 1.º turno ou no 2.º.

O sr. concorda com a tese, inicialmente bancada pelo ex-presidente Lula, de que as eleições de 2012 devem ter nomes novos?

Em toda eleição aparece o tema da renovação. Caberá ao eleitor de São Paulo decidir isso. Renovação deve significar também um novo olhar, um novo conceito na gestão pública.

Quais serão, na sua opinião, as grandes questões da eleição do ano que vem?

Temas como transporte, habitação, saúde e educação estarão sempre presentes, mas acredito que é preciso introduzir novos conceitos. Qualidade de vida, inclusive das condições ambientais e um salto inovador na gestão pública são temas que precisam ter amplo espaço na campanha.

Como o sr. avalia a gestão Kassab? Se for nomeado candidato, estaria disposto a defendê-la, em eventual aliança com o PSD?

Há pontos positivos como a Lei Cidade Limpa e o programa Mãe Paulistana, mas o prefeito poderia ter se dedicado menos às questões partidárias. / L.A.M.

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