'O PMDB não faz oposição', diz vice-líder do partido na Câmara

Brasília - O excesso de medidas provisórias da presidente Dilma Rousseff sobrecarrega o Congresso e o governo comete falhas na articulação política, uma deficiência que é reconhecida "por todos", afirma o vice-líder do PMDB na Câmara, o deputado Lúcio Vieira Lima (BA). No entanto, de acordo com Lima - segundo na hierarquia da bancada depois de Eduardo Cunha (RJ), que liderou a rebelião da base aliada na MP dos Portos -, o PMDB vai agir como aliado e ajudar a garantir o quórum para a votação de uma lista de medidas provisórias que estão prestes a caducar na semana pré-feriado de Corpus Christi.

Entrevista com

Andrea Jubé Vianna e Ricardo Brito

27 de maio de 2013 | 02h03

O PMDB agirá como oposição na votação das MPs que caducam dia 3?

O PMDB não é e não faz oposição ao governo. Por isso, não vamos ajudar a oposição a obstruir a votação. A nossa posição na MP dos Portos foi pontual, era uma questão de mérito.

A bancada vai ajudar o governo a aprovar essas MPs?

O líder Eduardo Cunha já convocou a bancada para estar em Brasília nesta segunda-feira. O PMDB estará lá firme, para ajudar a garantir o quórum e aprovar as medidas provisórias, que são importantes para o País.

Houve falha de articulação com essas MPs votadas em cima da hora?

As dificuldades do governo na articulação política são reconhecidas por todos, pela base e pelo Planalto. É fato que precisa melhorar essa articulação. Outro problema é a edição de muitas medidas provisórias, isso sobrecarrega o Congresso. Juntou-se a isso os feriados e a mudança de rito no Senado. Antes os senadores analisavam MPs que chegassem com até 48 horas de antecedência. Esse prazo aumentou para sete dias, depois da MP dos Portos.

 

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