O pesadelo das assinaturas

Ex-ministra não tira proveito do 'recall' de 2010

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2013 | 02h15

A indefinição sobre a criação de seu novo partido - Rede Sustentabilidade - impede a ex-ministra Marina Silva de tirar proveito do recall eleitoral de 2010, quando teve 19 milhões de votos. A pré-candidata ainda não conseguiu montar uma estrutura para correr o País em busca de apoio político e de ajuda financeira para seu projeto. Marina e seus assessores lutam para conseguir as assinaturas necessárias para que a legenda seja registrada até setembro.

"Primeiro, temos de viabilizar o partido. Em segundo lugar, vamos tratar da candidatura. E isso ainda não estamos fazendo", disse João Paulo Capobianco, um dos assessores de Marina. "Nosso prazo de entrega das assinaturas é junho", disse ele.

Os 6.800 coletores de assinaturas do Rede deverão fazer uma prestação de contas neste domingo. Os cálculos são de que novas 200 mil assinaturas irão se juntar às 50 mil já conseguidas. A Rede precisa de 500 mil assinaturas para ser criada.

O financiamento é outro entrave para Marina. O estatuto do Rede restringe as doações. Não há chances de a candidatura ser bancada por uma empresa, como em 2010, quando Guilherme Leal, dono da Natura, financiou os gastos e foi vice da chapa.

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