O 'minimanual' esquecido

Um texto de Marighella festejado pelas esquerdas, o Minimanual do Guerrilheiro Urbano, avisa que "contra a surpresa o inimigo nada pode opor e rende-se perplexo ou é aniquilado". Passados 43 anos de sua morte, fuzilado à queima-roupa pelos homens do delegado Sergio Fleury, esse "ensinamento" do guerrilheiro agora anistiado volta-se ironicamente para seu autor. Foi a surpresa do inimigo que o derrotou, na rápida fuzilaria da noite de 4 de novembro na Alameda Casa Branca, em São Paulo. Sem tempo para se render, ele foi aniquilado no banco de trás de um Fusca enquanto procurava, na sacola, as pílulas de cianureto para se matar.

O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2012 | 02h06

O mesmo Minimanual destaca, como lembrou a revista Veja, uma outra lição que o grupo de Marighella não soube seguir: o guerrilheiro "deve possuir grande capacidade de observação, principalmente dos movimentos do inimigo". Os imediatos de Marighella não souberam perceber os agentes inimigos que se disfarçavam por ali em movimentos banais como carregar material nas calçadas ou namorar dentro do carro.

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