'O Marcos Valério do esquema Delta'

A Polícia Federal vê o enigmático Adir Assad como personagem central do esquema da construtora Delta para pagamento de propinas e financiamento ilícito de campanhas eleitorais. Os investigadores da Operação Saqueador classificam Assad como o "Marcos Valério do esquema Delta", em alusão ao empresário mineiro que operou o mensalão, maior escândalo da era Lula no governo. Ele seria o "facilitador" das atividades ocultas da empreiteira.

BASTIDORES: Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2013 | 02h29

Aos 60 anos, frequentemente circulando na companhia de deputados de partidos diversos, ele foi intimado, em agosto de 2012, para depor na CPMI do Cachoeira. Integrantes de partidos da situação e da oposição se mobilizaram para blindar Assad - havia temor de que ele abrisse a memória e seus arquivos pessoais. Protegido, afinal, por ordem expressa do Supremo Tribunal Federal, em habeas corpus, ele permaneceu em silêncio no Congresso.

A PF estima que a coleção de notas frias das empresas de fachada de Assad permitiram à Delta destinar R$ 300 milhões para saques em espécie. A 7.ª Vara Criminal da Justiça Federal no Rio decretou o sequestro de R$ 330 milhões em bens de 11 alvos - entre eles Fernando Cavendish e Assad.

A PF diz que Assad mantém uma rede de empresas de "papel", nos ramos de consultoria, engenharia, empreendimentos imobiliários e importação e exportação, em seu nome, no de uma filha e de uma irmã. Em seu apartamento, no Morumbi, os federais recolheram documentos que podem indicar os caminhos de dinheiro supostamente desviado de obras públicas. Ele não estava em casa - teria viajado a Paris.

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