O magistrado e a política

Elevado à categoria de presidenciável após sua atuação no julgamento do mensalão, do qual foi relator, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sempre rechaçou, em outras oportunidades, a possibilidade de iniciar carreira na política. "Tenho um temperamento que não se adapta bem à política. Isso porque eu falo o que eu penso", disse ao The New York Times, em 24 de agosto. Na mesma entrevista, declarou que não era "candidato a nada".

O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2013 | 02h08

Em junho, no auge dos protestos, o presidente do STF liderou pesquisa com manifestantes: foi mencionado por 30% de quem estava nas ruas em São Paulo como seu candidato favorito. Barbosa afirmou, na época, se sentir "extremamente lisonjeado" com o resultado, mas ressaltou: "Não tenho a menor vontade de me lançar candidato".

No mesmo tom, disse a O Globo, em entrevista, que nunca pensou em se envolver em política. "Não tenho laços com qualquer partido político." Questionado se o País estaria preparado para ter um presidente da República negro, respondeu que não. "Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil", justificou.

À agencia de notícias Bloomberg declarou, em dezembro passado, que nunca se viu sendo presidente. "Nunca fui e penso que sou uma pessoa improvável para esse tipo de atividade por causa da minha franqueza."

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